sexta-feira, 21 de novembro de 2014

DIA 20 de novembro- dia da conciencia negra!


 

 

Nesta semana de feriado em São Paulo, em comemoração ao dia 20 de novembro, dia do assassinato ao líder do Quilombo de Palmares, símbolo da luta e da resistência DO NEGRO escravo a sua condição desumana, quilombolas que conseguiram através da fuga e da organização de fugitivos das senzalas e perseguidos e marginalizados pelo sistema da época, prostitutas, judeus e índios e que conseguiram sua liberdade no quilombo dos Palmares na serra da barriga, divisa de Alagoas e Pernambuco.

Estes quilombos foram crescendo e dentro de uma serra íngreme e de difícil acesso, conseguiram reunir mais de 20 mil quilombolas, divididos em aldeias e centralizados em Palmares, no topo da serra e que não agrupavam somente negros, mas todos aqueles a quem eram perseguidos e marginalizados pelo sistema colonial português.

Foi destruído por um valente e mercenário paulista, o bandeirante Domingos Jorge Velho que tinha longa experiência em escravizar índios e a luta na selva, e alguns livros oficiais de história ainda representa estes cruel mercenário em herói e desbravador. paulista.

Zumbi dos Palmares teve a sua cabeça cortada e exibida em plena Praça de Recife, isso em 20 de novembro de 1695 e a destruição de Palmares e toda a resistência ao regime cruel e escravista da época, caiu e rolou como a cabeça deste verdadeiro herói do povo negro e descendente e de todos aqueles que acreditam na luta pela liberdade.

Vivo Zumbi dos Palmares!

Aquele que nunca morre, pois esta vivo e mora dentro de cada coração de homens e mulheres hoje sim livres, pois sua luta, nunca e jamais será em vão!

E a luta continua!

 

João do Gueto


sábado, 15 de novembro de 2014

Minas com Bahia





Para que serve uma internet lenta?

A gente tenta, tenta e nada.

A cabeça esquenta

Como ao sol do meio dia

E tenho vontade

De mandar esta net para...

A casa da minha tia.

Maria

Em minha santa

E sagrada terrinha

Minas Gerais divisa

Com Bahia.

Gromogol

Itacambira

Lá na casa

Da minha saudosa

Tia Maria.

 

João do Gueto

Consciência negra (2)-Camila1ªB.wmv


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Orishas - Represent Cuba


Soy Cuba, O Mamute Siberiano









Estava há muito a procura desta película que um dia já tive e deixei para os
meus manos da Ilha Bela, Beto Moçambique e Moisés Voador e como tudo que é
solido se desmancha no ar, La se fue. RS





Ficou em boas mãos e eu sei que o Beto Moçambique deve ter projetado em van
première na Ilha Bela e sobre um filme sobre a Isla Bonita. Soy Cuba!





 





João do Gueto



sábado, 8 de novembro de 2014

ZUMBI SOMOS NÓS! PROJETO GRAFITE- EMEF BRASIL-JAPÃO- 2013


A SENHORA MAURA



 

A SENHORA MAURA

 

Sou negro brasileiro, filho da mistura e miscigenação das três etnias formadoras de nosso povo.

“- O índio, o europeu e o branco português e o negro africano”.

Sou mulato, mas não gosto desta palavra, pois remonta mais de quinhentos anos de escravidão, palavra que deriva de mula, animal híbrido e que não pode gerar descendentes por se filho do senhor com sua escrava negra e não ser aceito nem pelos brancos e muito menos pelos escravos, passava então a ser o capitão do mato ou capataz de gado e de toda gente.

 Venho aqui dizer e falar, ou melhor, agora escrever que meus antepassados negros não foram escravos, mas sim escravizados.

Meu avo Belmiro Rocha nasceu em 1889 na Bahia, portanto oficialmente liberto, pois a Lei Áurea fora assinada um ano antes de seu nascimento e como um dia ele mesmo me disse que seus pais não nasceram escravos, mas todos juntos com sua nação africana foram barbaramente escravizados e trazidos para o Brasil.

O sangue que corre em minhas veias é a mistura de três etnias: me avo negro, pai de minha mãe, minha avó, índia de Matogrosso, mãe de meu pai, minha querida avó Senhorinha Alves Piedade e minha avó Tereza de Guzzi, mãe de minha mãe, italiana da velha Sicília, portanto sou um autentico e genuíno filho da miscigenação brasileira,

E hoje, o que dos Rochas, negros e baianos, irá propor e escrever um nova História, não mais o escravo negro e passivo diante de sua condição escrava como se a escravidão fosse algo natural e justo.

Não quero mais assistir a novela tão famosa e mundialmente conhecida: A escrava Isaura, pois meus antepassados não eram escravos, mas sim foram escravizados e trazidos pela força e amarrados em correntes como se fossem cosias e objetos e como justiça e não vingança, eu irei escrever uma nova e melhor novela, A SENHORA MAURA!

E ela passará em meu canal todos os santos dias e em todo capítulo, Maura irá dizer assim:

Trezentas chibatadas no mínimo a Leôncio por insubordinação e não quer me servir.

Trezentas no mínimo e seu nome não será a escrava de alma branca Isaura, mas sim, minha linda, negra e formosa sinhazinha: A SENHORA MAURA

 

 

João do Gueto